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    March 15

    Andanças x Encruzilhadas

    Bem, pra variar, tô eu aqui, de novo, numa encruzilhada... As vezes tenho vontade de fazer uma "enquete", sair perguntando pra todo mundo se tomar decisões é assim tão difícil mesmo ou é só comigo! Tá, pelo menos para os librianos, vai! Ou para as mães solteiras-donas de casa-servidoras públicas- 'patroa'... não é possível!!
     
    Mas a dúvida, a incerteza, a indecisão tem que ter um lado bom! E eu, que já passei algumas (várias!) vezes por momentos assim, bem sei. O lado bom é quando você decide, enfim, e vê que não tem volta! Aí, o jeito é relaxar... e mesmo que dê tudo errado, você fica feliz porque tomou uma decisão e assumiu as consequências, afinal!
     
    É, é mesmo uma boa sensação... Mas, eu ainda estou 'naquele' estágio do início, a encruzilhada. Daí, pra tomar um fôlego e esperar o próximo round, segue uma música que eu AMO, me remete a boas lembranças, época que a grande dúvida era "qual a boa da noite hoje???"
     
    Essa vai pra que a gente não leve a vida tão a sério... 
     

    Andanças

    Beth Carvalho

    Vim tanta areia andei
    Da lua cheia eu sei
    Uma saudade imensa
    Vagando em verso eu vim
    Vestido de cetim
    Na mão direita rosas vou levar

    Olha a lua mansa a se derramar (me leva amor)
    Ao luar descansa meu caminhar (amor)
    Meu olhar em festa se fez feliz (me leva amor)
    Lembrando a seresta que um dia eu fiz (por onde for quero ser seu par)

    Já me fiz a guerra por não saber (me leva amor)
    Que esta terra encerra meu bem-querer (amor)
    E jamais termina meu caminhar (me leva amor)
    Só o amor me ensina onde vou chegar (por onde for quero ser seupar)

    Rodei de roda andei
    Dança da moda eu sei
    Cansei de ser sozinha
    Verso encantado usei
    Meu namorado é rei
    Nas lendas do cami.i.i.inho onde andei

    No passo da estrada só faço andar (me leva amor)
    Tenho o meu amor pra me acompanhar (amor)
    Vim de longe léguas cantando eu vim (me leva amor)
    Vou e faço tréguas sou mesmo assim (por onde for quero ser seu par)

    Já me fiz a guerra por não saber (me leva amor)
    Que esta terra encerra meu bem-querer (amor)
    E jamais termina meu caminhar (me leva amor)
    Só o amor me ensina onde vou chegar (por onde quero ser par)

    August 01

    FELICIDADE!!

    Hoje é um dia muito especial pra mim... Aí, vc perguntaria, afinal:
    "O que ele tem de tão especial?!?!?"
    Bem, poderia dizer que é o fato de estar viva, de ver meu filho voltar são e salvo às aulas, mais uma vez, ou mesmo, por ter finalmente concluído um projeto importante no trabalho...
    Tudo bem, tudo isso é motivo de felicidade. Mas, o verdadeiro motivo é: realizei um sonho! Ou ao menos, estou mais perto do que nunca de realizá-lo...
     
    O que é??? Não importa. Pra falar a verdade, não é tão grandioso assim; os mais céticos ouviriam e diriam "ah, é isso?", com um risinho amarelo... Mas, pra estimular você a rever os seus conceitos de felicidade, aqui vai Mário Quintana pra inspirá-los.
     
     

    Felicidade Realista

    A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.


    Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
    Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

    E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.

    Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

    Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.

    E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

    Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

    Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.

    É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.

    Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração.

    Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

    April 30

    Onde ir?

    Acho que a música é algo muito mágico, por tomar da boca da gente palavras que ensaiamos dizer...
    Segue mais uma da Vanessa por ter tudo a ver com meu lado libriano.
     

    Onde Ir

    Vanessa Da Mata

    Composição: Vanessa da Mata

    Eu não sei o que vi aqui
    Eu não sei prá onde ir
    Eu não sei porque moro ali
    Eu não sei porque estou

    Eu não sei prá onde a gente vai
    Andando pelo mundo
    Eu não sei prá onde o mundo vai
    Nesse breu vou sem rumo

    Só sei que o mundo vai de lá pra cá
    Andando por ali
    Por acolá
    Querendo ver o sol que não chega
    Querendo ter alguém que não vem (não vem)

    Eu não sei o que vi aqui
    Eu não sei prá onde ir
    Eu não sei porque moro ali
    Eu não sei porque estou

    Eu não sei prá onde a gente vai
    Andando pelo mundo
    Eu não sei prá onde o mundo vai
    Nesse breu vou sem rumo

    Só sei que o mundo vai de lá pra cá
    Andando por ali
    Por acolá
    Querendo ver o sol que não chega
    Querendo ter alguém que não vem (não vem)

    Cada um sabe dos gostos que tem
    Suas escolhas, suas curas
    Seus jardins
    De que adianta a espera de alguém?
    O mundo todo reside
    Dentro, em mim

    Cada um pode com a força que tem
    Na leveza e na doçura
    De ser feliz.

    December 21

    Vanessa da Mata

    Sabe aquelas vezes em que vc ouve uma música, "que gruda que nem chiclete" na sua cabeça e não larga mais?? Pois é. Escuto muito ultimamente uma da Vanessa da Mata, no rádio mesmo, e conforme aprendo a letra e ouço a melodia, mais e mais curto e me identifico.

    Porque mesmo depois de adulto, a gente sofre de algumas síndromes de criança, quer colo, companhia, beijo, e fica meio carente, com medo das coisas, de ficar só... E sem dúvida, um dos maiores medos de todo mundo quando criança é do escuro; ainda hj, fico um pouco noiada, de vez em qdo.

    Além disso, tem a estrofe que fala de capoeira! E como ultimamente ando 100% capoeirista, tudo a ver comigo!!!

    Daí, fica aqui a letra da música pra vcs curtirem. Aconselho àqueles que não a conhece procurar escutar a melodia também, que é ótima, contagiante e super alto astral...

    Bjs.

     

    Não Me Deixe Só

     

     

    Não me deixe só
    Eu tenho medo do escuro
    Eu tenho medo do inseguro
    Dos fantasmas da minha voz
    (2X)

    Não me deixe só
    Tenho desejos maiores
    Eu quero beijos intermináveis
    Até que os olhos mudem de cor

    REFRÃO:
    Não me deixe só
    Eu tenho medo do escuro
    Eu tenho medo do inseguro
    Dos fantasmas da minha voz

    Não me deixe só
    Que meu destino é raro
    Eu não preciso que seja caro
    Quero gosto sincero de amor

    #1#
    Fique mais
    Que eu gostei de ter você
    Não vou mais querer ninguém
    Agora que sei quem me faz bem

    Não me deixe só
    Que eu saio na capoeira
    Sou perigosa, sou macumbeira
    E sou de paz, eu sou do bem

    REFRÃO

    Repete #1#
    Repete REFRÃO

    December 19

    "Êta vida boa aperreada!"

    Tava eu lá, mais uma vez, de novo, nas andanças a campo, conhecendo o mundo, o Brasil, mais brasileiros...

    Viajar a trb é uma faca de dois gumes: você viaja, mas não relaxa; acampa mas não descansa; visita, mas não passeia; conhece gente, mas não conheeeeeeeeeeeeece. Ou seja (dessa vez invertendo), é bem bom, mas às vezes chega a ser ruim.

    E dessa vez, não foi diferente. Fomos nós (eu e mais 6 "cuecas") em expedição ao longo das margens do lago do Sobradinho/BA. O ambiente ao redor da barragem é um belo exemplar da caatinga nordestina, com ar bem sertanejo, boiadeiro de gibão, jumentos largados passeando pela estrada (ficaram obsoletos frente as facilidades de uma CG) e cabra com sino no pescoço... Como boa mirim no assunto, confesso que tudo pra mim era motivo de deleite. Mesmo com o calorão de deserto, o aperto no coração de ver o povo sofrer com falta d'água na beira do Véio Chico (sistema de abastecimento ali é ilusão), os arranhões com os "garranchos" da caatinga e da "cerca de favela". Imaginem então usufruindo dos prazeres do sertão: bode assado, peixe de água doce, mandacaru florindo, bicho de todo tipo, cor e tamanho... É uma beleza de embasbacar!!!

    Daí a gente chega no sertanejo. Com sua simplicidade e pobreza, é um povo rico em sabedoria e hospitalidade.

    Um exemplo marcante foi conhecer Seu Domingos e Dona Margarida, numa área de caatinga bem isolada como tantas outras, beirando a margem direita do São Francisco, algo entre Sento Sé e Sobradinho/BA . Ele, franzino, com ar simplório, mas com o olhar que já conheceu bastante da vida nos seus 60 e tantos anos (as contas eu fui fazendo de cabeça, conforme a proza). Ela, "farta das carnes", rosto bonito e com ar de disposição nos seus 37 anos (ele fez questão de nos contar). Um casal caprichoso e zeloso do seu pedacinho de chão; sempre varrido pra saber quem anda por lá. O "lá", não tem luxo, nem luz, nem água encanada, nem mesmo parede. Fica a uns 15 quilômetros do povoado mais próximo e outros 10 do rio. Mas, é motivo de orgulho, na hora de mostrar o piso de cimento, o jardim de cabeça-de-frade, os dois cachorros e a cisterna novinha, ainda virgem de água e o cercadinho feito com galhos da caatinga (por ele mesmo!!) pra isolar das cabra.

    Estávamos de passagem, no fim da tarde, buscando o lugar ideal para montar acampamento. Que fosse isolado, o mais nativo possível, porém próximo do rio e com um ponto de apoio. Coisa não muito rara por aquelas bandas. Ao parar na casa de Seu Domingos, fomos recebidos com festa de quem recebe parente de longe! Como se fôssemos velhos amigos somos convidados para jantar, passar a noite. Resistimos, afinal o dever nos chamava; estávamos adiantados no cronograma, mas devíamos seguir viagem. Seguimos em busca do local ideal, prontamente guiados pelo próprio Seu Domingos que nos leva até uma das áreas mais ribeirinhas. Não dava. Ali todo aquele ambiente, à primeira vista inóspito e isolado, estava na verdade tomada pela criação de bode, ovelhas e gado... Um perigo pro nosso trb.

    Então, fomos embora, pra desgosto do querido casal. "Mas, cês volta, né?". "Bem, seu domingos, um dia quem sabe". Prosseguimos com o giro pela região, dividindo comentários impressionados com a vivacidade e exemplo de alegria do casal. Quase duas horas depois, já no escuro da noite, desistimos da busca e decidimos voltar e pernoitar com nossos novos amigos. Fomos recebidos com gargalhadas e outra festa: "eu sabia que era vocês!!! Por pouco cês num pega nóis pelado!!!" Comentam na maior inocência que se aproveitam do isolamento, nos dias de calor, pra passar o dia "bem à vontade"... Nudismo na caatinga, dá pra acreditar?!?!?!

    E aí, regados por uma bela buchada, carreteiro, chimarrão (honras do nosso colega gaudério) e um belo banho de caneca sob as estrelas. A sensação era realmente que estávamos entre velhos conhecidos, rindo e prozeando com nossos amigos. E estórias tem de monte! Carentes de companhia e atenção, eles se fartaram com nossa presença, contando causos e descrevendo os beijos trocados nas situações mais inusitadas q se possa imaginar! Ele, já no quarto (!) casamento, gosta mesmo é de virar sorridente pra mulher, ao fim de cada estória e dizer: "Num é minha véia?!?!?" Mais pra frente, ele explica: " A vida aqui é muito boa! Quando a gente fica assim desanimado, eu logo grito: 'Vem cá, minha nega'! Agarro ela assim e aqui mess, danamo a dançar e cantar: ÊTA, VIDA BOA APERREADA! ÊTA, VIDA BOA APERREADA! COM VOCÊ EU TENHO TUDO, SEM VOCÊ NUM TENHO NADA..." e isso é claro, com direito a demonstração, pro nosso divertimento...

    Exemplos de contentamento e simplicidade, nossos anfitriões se despedem no outro dia, bem cedinho ("pra mói de nóis ir no rio, buscar água pra criação"), sempre com sorriso no adeus...

    Seguimos tranquilos pra mais um dia de trabalho, cada um calado nos seus pensamentos, as vezes lembrando de uma estória ou uma risada mais escandalosa, satisfeitos em conhecer gente assim tão... especial.

    E alguém duvida do "bem bom" dessa viagem?!?!!?

    Pra não restar dúvidas, segue a letra de uma música que foi tema da expedição e é a cara do sertanejo, da caatinga, do Rio São Francisco...

     

    SOBRADINHO (Sá & Guarabira)

     

     O homem chega e já desfaz a natureza
    Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar
    O São Francisco, lá pra cima da Bahia
    Diz que dia, menos dia, vai subir bem devagar
    E passo a passo, vai cumprindo a profecia
    Do beato que dizia que o sertão ia alagar

    O sertão vai virar mar, dá no coração
    O medo que algum dia o mar também vire sertão
    Vai virar mar, dá no coração
    O medo que algum dia o mar também vire sertão

    Adeus Remanso, Casa Nova, Sento Sé
    Adeus Pilão Arcado, vem o rio de engolir
    Debaixo d'água, lá se vai a vida inteira
    Por cima da cachoeira, o Gaiola vai sumir
    Vai ter barragem no salto do Sobradinho
    E o povo vai se embora com medo de se afogar

    O sertão vai virar mar, dá no coração
    O medo que algum dia o mar também vire sertão
    Vai virar mar, dá no coração
    O medo que algum dia o mar também vire sertão

    Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado
    Sobradinho, adeus, adeus, adeus...

    September 28

    Não sumi, não!!!

    Nóooooooooo!!! Agora fiquei bege...

    Não lembrava há qto tempo não escrevia a vcs, nobres curiosos, e agora vi o qto estou em dívida. Muita água rolou nesses 5 (ainda bege!!) meses, recheados de "ruins, bem bons" e vice-e-versa...

    Pra começar minha 2ª viagem a trb pro sul do extremo sul do Rio Grande do Sul. Tchê, agora sim eu sei o que é sentir frio. Tudo bem, os aventureiros vão me dizer q RS é fichinha e começar a esnobar com viagens internacionais e tal. Com certeza, há frio pior na face da Terra. Mas, uma coisa é vc viajar a passeio com todo esquema preparado, outra é ir a TRABALHO, ter que entrar na água fria por 19 DIAS e sentir que a mão vai cair do braço a qualquer momento, ver o carro bater o motor faltando uma semana de trb (e ter q ir pro campo de trator!), acampar em TRAILER sem sistema de aquecimento, dormir num colchão úmido e gelado, não poder acender uma fogueirinha senão é pneumonia na certa e tudo com chuva aos cântaros e temperaturas de 2 a 5 °C... É, fazer turismo no frio é q deve ser bom... Ms o trampo vale a pena, pode apostar!

    A diferença, pra não decepcioná-los, é que dessa vez fiquei esperta e pensei rápido. Como disse, perdemos a Toyota Bandeirantes 4x4 que usávamos pra ir pro campo (se ela num guentou, quem guentaria?!?!!) e com isso reduzimos as atividades de campo em um dia. Pra não ter q pagar multas com a empresa aérea, ficaríamos um dia à toa em POA. Ficaríamos, pq decidi no último minuto ir conhecer Gramado&Canela (ainda to p... por ter perdido as fotos!), a 1h1/2 de POA... Sisisisi, me dei esse direito de tomar uma overdose de civilização no melhor style festival de inverno, com direito a banho quente, vinho, fondue, casaco & luvas de couro (no lugar das de borracha, hihihi), cachecol e pousadinha com lareira... Ui, imagine um ser humano feliz! O ruim do "bem bom" é q estava sozinha, por isso não pude dividir minha alegria com ninguém. Bem, quase sozinha; ms, essa é OUTRA história...

    Do sul, voei direto e reto, literalmente, pra casa, ou seja, BRASÍLIA! Ai ai, "gosto tando dela assim..."... Gente, férias em Bsb é TUUUUUUUUUUUUUUUDO DE BEM BOM! Foram 4 semanas de hiperatividade, exorbitâncias gastronômicas, econômicas e alcoólicas, overdose de família, amigos e Gate's com as amigas, e entre tudo isso, festinha dos Balzaquianos, de 10 anos da agro, almoço caipira na TOCA e na Inês, niver da Sora, concurso do IBAMA e de quebra (ufa!) uns 3 livros inclusive o lançamento do HP. Gostei. Claro que o ruim da história não precisava nem dizer, foi vir embora... Só q dessa vez, foi mais light, sem despedidas, tudo mais tranquilo, até pq  o Pedro ficou pra passar mais uns dias.

    Como "nem tudo q reluz é ouro", voltei à labuta em Ago, com gostinho de quero mais. Segundo semestre no CEMAVE tá mais tranquilo, sem viagens ms com muito trb burocrático. Escrever projetos, relatórios e analisar processos tomam todo o tempo por aqui. Devo partir pra Belém no final de outubro pra apresentar trb em congresso (chique!) ao som do brega e do calypso. Já viram tudo, né? Depois conto como foi.

    E nesse meio tempo, devo dar uma zapeada com a chegada do verão, pois o litoral do NE me chama! Migaminha, a Fran, vem por aqui em out e devemos escolher algo inédito pelo mapa e... rumbora!!! Pelo menos no feriado.

    Bem, agora resta zerar tudo e pensar nas próximas férias... Chile aqui vou eu! AGUARDEM!!!

    May 27

    Viajandona

    Aracaju/SE, Jeremoabo/BA (8 vezes!!), Sta. Vitória do Palmar/RS, Coroa do Avião/PE...

    Caramba!!! Em um ano de CEMAVE, mal consegui parar quieta no meu canto. É bem bom demais, viajar, conhecer, aprender, ralar, cansar e descansar ao mesmo tempo...

    Foram muitas as experiências, lugares e gente nova, muita fotinha, muita história também. O lado ruim?? É às vezes passar dias com banho de gato (na Coroa foram 6 dias, vixe!!!), é ir mas não poder "conhecer" os lugares, é passar o dia no campo sem ver ou pegar nenhum bicho, é voltar e ter que cumprir o lado burocrático do lance, prestação de contas, relatórios e acima de tudo saber lidar com as "pedras" no meio do caminho.

    Conflitos, divergências, "experiência", tudo isso acaba pesando e às vezes acaba tornando o trabalho mais, digamos, complicado. Afinal, ninguém é igual a ninguém, nem pensa igualzinho a respeito das coisas, né?

    O engraçado é que mesmo optando por uma profissão voltada a natureza, a bicho e planta a gente tem q mexer também com o bicho Ômi, ser humano. E, cara, vou te falar: não é fácil!! E é claro, onde tem mais de um pensando, sempre vai haver mais de uma solução pros problemas. Isso é bom, ou não!

    Tem q ter muito jogo de cintura, paciência, desapego mermo, porque às vezes dá vontade de ceder ao impulso e soltar o verbo. Só que em situações extremas, nem sempre convém, e muitas vezes num leva a lugar algum... Nessas horas, colega de trabalho acaba sendo gente da família, "brother" mermo, e na casa da gente não é assim? "Quem fala o que quer, ouve o que não quer"????

    Mas, tudo bem... No final, a gente aprende mais do que esperava, cresce, descobre que toda moeda tem dois lados, que nem sempre o seu lado cai pra cima, toma uma cerva juntos pra desopilar as idéias e consegue se voltar pra frente e dizer: QUE VENHA A PRÓXIMA!!!

    E, podem acreditar: nada mais "BEM BOM" do que isso...

    April 06

    365 Dias depois..

    Poxa vida... Quem diria que o tempo voa mesmo!!!

    Cá estou eu, há 1 ano de casa nova, longe da família, novo trabalho, nova cidade... Eu que pensava não aguentar viver longe de Brasília, descobri que, sim! é possível. Vou além, É RUIM, MAS É BEM BOM!!!

    Explico: pude realizar um sonho de viver a beira mar, ter um cantinho, um quarto só pra mim (como faz diferença!!), inovar na minha carreira. Mas, não pensei no que estaria perdendo, o contato com os amigos, a presença da família, com a minha cidade natal.

    Hoje, mudando um pouco o discursso da saudade, venho comemorar os meus 365 dias de mudanças, radicais e inimagináveis, de aventuras, de (muito!) trabalho, de viagens, de sol & mar... E de presente, mando um soneto do Vinícius, que melhor do que eu entendia o lado "ruim, mas bem bom" da vida!!

    Um grde beijo e tim tim pelo nosso 1° aniversário.

    Amigos meus
    Vinicius de Moraes / Toquinho

    Amigos meus, está chegando a hora
    Em que a tristeza aproveita pra entrar
    E todos nós vamos ter que ir embora
    Pra vida lá fora continuar

    Tem sempre aquele
    Que toma mais uma no bar
    Tem sempre um outro
    Que vai direitinho pro lar

    Mas tem também
    Uma sala que está vazia
    Sem luz, sem amor, sombria
    Prontinha pro show voltar

    E em novo dia
    A gente ver novamente
    A sala se encher de gente
    Pra gente comemorar

    February 23

    Ciceronear

    Apesar de terem ido embora há quase dois meses, venho aqui registrar o meu deleite em receber visitas em casa nesse último verão...

    É um típico exemplo de "ruim bem bom". Explico: saber que chegarão pessoas queridas pra te visitar, algumas que nem mesmo conheciam a cidade, outras nem o país (!) faz a gente se energizar com tamanha ansiedade, expectativa e excitamento que acaba fazendo mal!!! Eu me dizia: "Raquel, você tem que recebe-los bem, ajeitar a casa, "adestrar" a empregada, fazer compras, dividir as atenções, separar toalhas..." ufa!!! sou muito mirim ainda pra isso! Tenho certeza que outros tirariam de letra, mas pra mim foi um aprendizado. Eu sempre assisti minha mãe e minha irmã fazerem isso tão bem que não imaginava o que rolava nos bastidores.

    Por favor, não se assustem!! Eu AMO receber visitas, por isso consegui me recuperar do colapso a tempo ... Depois que minha tia, fran e andrea me convenceram que estavam de férias, relaxadas, anti stress e me garantiram que não estavam a procura de serviço 5 estrelas, com pacote "city tour" e etc me convenci que não tinha que transformar minha casa em pousada... Quando o meu compadre Marco chegou com a Susana e Julinha já me pegaram relaxada e conformada a esse respeito. Risos, por favor, porque eu estava quase chegando lá!

    Ah, mas agora vem o lado "bem bom"... Ter a casa cheia, cozinhar pros amigos (sim, nem tudo está perdido!!!), almoçar/jantar/lanchar fora, tomar cervejinha ou caipirinha em dia de semana (que sacrifício!), deitar depois do almoço pra jogar conversa fora, ir a praia com uma galeeeeeeeera, sair da rotina, se motivar a conhecer novos lugares, fazer turismo na própria cidade e nas redondezas, rir muito e acima de tudo matar a saudade de quem a gente gosta é "beeeeeeeeeeeeeeeeeeeem bom", sim senhor! A D O R E I!!

    E Pedro, então?!?! Nossa, ficou tão feliz com a vinda da Amanda, do Marcelo e da Julia, que agora só fala em passar as férias de julho em Brasília... Fez um bem danado a ele também.

    Aí vocês vão achar que eu deveria classificar a saudade que esse povo todo deixou quando foram embora como o lado "ruim" da coisa. É, eu deveria. A casa ficou vazia, voltamos a rotina, uma tristeza só... Mas, não! Saudade tb é bem bom, saber que todos curtiram, descansaram, que gostariam de voltar, trocar fotinhas, fazer planos pra novos encontros... tem coisa melhor???

    E quer saber??? Eu quero é mais! Já tenho agenda com algumas "reservas" para o ano (Dani, Rui, Tia Nilva, estou esperando vocês, viu?). E vou estar esperando a todos os outros de braços abertos ... E bem tranquilex, eu prometo!

    Bjs, Quel

    February 02

    Hoje é um dia normal!

    Mas, nem tanto!

    Hoje na Bahia se comemora o dia de Iemanjá. Eu sempre comemorei o aniversário da Minha Mãe. Pois é, Maria Aparecida, conhecida por muitos por Dona Cida, ainda exerce grande influência em minha vida...

    O que é ruim nessa história toda? Obviamente, é o fato de não te-la por perto, do Pedro não saber a grande figura que foi a sua avó, por exemplo, fora outros "enes" fatores...

    Sinto muito a sua falta. Mas, o "bem bom" é saber que os 18 anos que passei em sua companhia foram intensos e decisivos pra formar o que sou hoje. E a ela eu dedico meu amor e minha gratidão eterna!!!

    Beijos, mãe! E Feliz Aniversário!